Qual a diferença entre MDF e MDP

Seja o concreto para reparos estruturais ou pedras para o acabamento interno, os simulados de madeira como MDF e MDP são peças chave para o design de ambientes. 

O momento da reforma exige do consumidor uma exposição constante a diversos tipos de materiais. 

Ambos os materiais são usados como forma de baratear os custos de fabricação de móveis e acessórios que devem se assemelhar à madeira, uma tática massivamente empregada na indústria de móveis para comércio a varejo. 

Nos projetos particulares de design de ambientes, como toldo para área externa, a madeira é um dos componentes mais nobres e mais requisitados, um fator justificado por sua aparência sofisticada, aconchegante e harmoniosa com a natureza. 

Planos de decoração que envolvem a inclusão do verde ou a adoção de estilos mais rústicos e clássicos apresentam muitos elementos em madeira na sua composição, o que pode tornar o resultado final pesado para o bolso. 

Além disso, a madeira é um material a ser empregado durante a construção de edifícios, importante para a sustentação da estrutura, auxílio dos trabalhadores na construção de andaimes e pilares temporários, além de compor portas para cômodos internos. 

Em todos os casos, o MDF e MDP são alternativas mais baratas e leves, recursos que abatem o valor da obra em até mais da metade de seu preço original, a depender do volume de substituições encaixadas, melhorando a avaliação de imóveis rurais

Conhecer, no entanto, as diferenças entre MDF e MDP é uma busca negligenciada por muitos indivíduos, causando frequentes confusões na escolha do material. 

Este artigo vai elucidar as diferenças estruturais, visuais e de aplicação para cada uma. 

Conhecendo o MDF

O MDF é o elemento mais popular na construção de móveis, caixas de presente e artigos de artesanato que lidam com simulados de madeira. 

Pode ser facilmente encontrado em casas de construção e armarinhos sob a forma de tábuas e caixas. 

O termo que forma sua sigla pode ser traduzido como “fibra de média densidade”, um derivado significativamente mais rígido se comparado a outras propostas que trabalham com substituições da madeira em projeto comercial e residencial

Sua fabricação se dá com o uso de fibras de madeira aliadas à resina, em processos industriais que envolvem prensagem e exposição a altas temperaturas. 

O surgimento do material é datado do início dos anos 1960, amplamente usado desde então. 

A densidade do MDF é visível em sua superfície mais compacta, capaz de suportar aplicações de verniz. 

Suas chapas podem passar por procedimentos químicos que as tornam resistentes ao fogo ou a água, a depender da destinação. 

Principais usos do MDF

Os principais usos do MDF estão concentrados na produção de móveis para o comércio varejista, seja em peças integralmente produzidas por MDF ou peças híbridas, com acabamento externo em madeira ou outros materiais. 

É possível visualizar a aplicação das chapas de MDF nos fundos de:

  • Guarda-roupas;
  • Armários;
  • Gaveteiros;
  • Caixas de som. 

O material também está presente na arquitetura como rodapés e placas de sinalização em condomínios e residências de campo.

Para o caso de rodapés, suas maiores vantagens estão na praticidade de instalação e manutenção, dispensando reformas mais invasivas, comparadas ao uso de pedra, junto à possibilidade de esconder fios de antenas em seu interior, melhorando o visual do espaço. 

A principal contraindicação para rodapés e painéis em MDF é a exposição a áreas molhadas, como cozinhas e banheiros. 

As chapas que não passaram por tratamentos específicos para impermeabilidade podem deteriorar-se rapidamente com a água. 

O uso do MDF no mobiliário transformou o comércio deste tipo de produto. A produção e procura por móveis para todos os cômodos da casa aumentaram exponencialmente, visto que os preços baixaram e o acabamento tornou-se muito semelhante à madeira. 

Em algumas situações, especialmente aquelas em que o peso da madeira original se torna um empecilho, o MDF pode mostrar-se uma opção superior, como é o caso na construção civil. No setor de decoração, sua aplicação ainda peca em termos de durabilidade. 

Um móvel de madeira original, em ambiente coberto, possui um tempo de vida que pode durar décadas e em alguns casos, a depender do tipo, acabamento e manutenção da peça, sobreviver a um século inteiro. 

Por outro lado, as vantagens no uso do MDF, são: 

  • Maior versatilidade de acabamentos a preço baixo; 
  • Mecânica mais similar à madeira, comparada aos demais simulados; 
  • Aspecto mais uniforme já em sua versão original; 
  • Possibilidade de pintura e laminação. 

As peças de MDF, apesar de duradouras, apresentam marcas de desgaste após os sete anos de uso, um tempo de vida que pode ser estendido, em uma cadeira fixa estofadal, com alguns reparos, em dez ou até quinze anos. 

Conhecendo o MDP

O MDP é por vezes referido como a versão mais barata do MDF, mas sua definição vai além disso. 

É conhecida como aglomerado de madeira e seu uso é proeminente na fabricação de portas internas. Suas maiores vantagens são: 

  • Valor substancialmente mais baixo; 
  • Processo de fabricação mais rápido; 
  • Maior resistência a perfurações; 
  • Processo de produção menos agressivo; 
  • Acabamento muito similar à madeira;
  • Peso menor. 

As portas internas apresentam uma configuração distinta das portas externas, em especial relacionada ao seu peso. 

A construção de um edifício inclui em seu cálculo o peso de todos os dispositivos que lhe serão anexados, na área interna e externa. 

Quanto maior for o peso de uma casa, mais vultosos serão os gastos com a sua fundação e o estudo de solo, práticas que envolvem a consulta de um engenheiro e o grupo de trabalhadores na obra, versados em técnicas e nos materiais empregados. 

Por isso, um método de reduzir o valor da construção é diminuir o seu peso geral, realizando substituições e preferindo materiais mais leves, como o MDP em relação ao MDF ou à madeira. É o que acontece com as portas internas. 

O uso do MDP nas portas internas de um edifício é ideal por seu maior tempo de vida, uma vez que esses dispositivos estão protegidos do sol e das intempéries como chuvas e ventos, ao contrário de portas que interligam espaço interno e área externa.  

O MDP, também chamado aglomerado de madeira, é identificável por seu visual distinto do MDF, com um aspecto granulado em sua superfície e bordas. 

Assim como outros simulados de madeira, é comercializado em chapas e tábuas em sua forma original. 

Principais usos do novo aglomerado

O aglomerado pode ser empregado na produção de quase qualquer elemento produzido em MDF, como móveis, itens de artesanato e decoração, além de acabamento em ambientes internos, como prateleiras para expositor de acrílico e tampos de mesa. 

O MDP possui um índice de resistência maior que as versões mais antigas do aglomerado, razão de seu novo nome.

Enquanto o aglomerado era uma junção de resíduos, o MDP é produzido por meio de prensagem, eliminando o risco de esfarelamento.

Sua estrutura pode se assemelhar visualmente ao compensado, mas sua produção industrial é uma diferença que não pode ser ignorada. 

O compensado, por sua vez, é uma junção de lâminas de madeira ainda fabricadas artesanalmente.

Separando o MDF do MDP

Uma vez conhecendo as principais aplicações de ambos os materiais, é possível explorar as características que diferenciam dois produtos tão similares em termos de aplicação e aparência. Suas diferenças mais importantes dizem respeito a:

Produção reciclável

O MDP ou aglomerado é popular por sua produção reciclável, de baixo custo. Restos de madeira inutilizada podem ser empregados na construção de chapas deste material e seus processos de fabricação dispensam o uso de metanal. 

O metanal é um composto químico amplamente usado pela indústria, alvo de discussões relacionadas ao seu impacto ambiental e efeitos sobre a saúde dos profissionais que manuseiam a substância. Está associado ao metanol e formol, de alta toxicidade. 

O processo de criação do MDF, por sua vez, emprega o metanal nas resinas usadas para unificar as fibras de madeira durante a condensação. 

Por essa razão, o uso do aglomerado em detrimento do MDF tem crescido em aluguel mesa e cadeira

Fibras versus partículas

O termo MDF é um acrônimo para Medium Density Fiberboard, isto é, placas de fibra de média densidade. 

O MDP, por sua vez, indica Medium Density Particleboard, o que, em tradução literal, significa placas de partícula de média densidade. 

A produção do MDF é feita com a união de fibras de madeira extraídas em um processo de cozimento industrial e prensagem com resina, razão de seu valor ligeiramente mais alto que o MDP. O aglomerado é uma junção de três chapas de partículas de madeira. 

Para ser mais específico, as partículas de madeira são pó e serragem, coletados de árvores de reflorestamento ou centrais de reciclagem. 

Uma barraca de açaí revenda pode ser feita de MDP a um custo irrisório graças a seu método de fabricação. 

Conclusão

Portanto, MDF e MDP são materiais importantes para a produção de artigos em decoração em massa, sem os quais a acessibilidade a muitos itens para espaços internos estaria comprometida, elevando os custos de muitos setores da construção civil. 

Conhecer a diferença entre ambos é essencial para a escolha do material adequado para sua obra, empregando os derivados de madeira na reforma de casas e apartamentos, na compra de móveis ou na criação de projetos de design. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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